quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O INFLAMÁVEL VEM AÍ LALALALALALA!

WORKSHOP COM LUCIA SEGALL E KATIA BARROS

a coreógrafa Katia Barros observa as neovedetes da COMPANHIA SATÉLITE
Let´s dance!

O INFLAMÁVEL!



Lucia Segall em workshop.



LIFE IS A CABARET!



Nestas semanas as neovedetes da Companhia Satelite fizeram workshops de dança, clown e actor´studio com as excepcionais Lucia Segall e Katia Barros.

Dia 5 de março no auditório da Folha de S. Paulo haverá uma leitura musical de "OLERÊ! OLARÁ!", de Dionisio Neto.

Semana que vem, na quarta feira, haverá uma pré-inauguração do cabaret O INFLAMÁVEL devido ao retorno dos alunos do Mackenzie que lotarão a Rua Maria Borba.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

2009 vem com tudo!

Voltamos a toda com o projeto BALANGANDANS. O TRIO CHA CHA CHA está formado com violao, teclado e percussao, na brilhante direcao musical de Nana Rizzini e semana que vem passaremos um geral para a equipe de professores de canto, clown, actor´s studio, e dança.

É uma maravilha poder ter sua própria sede e trabalhar, trabalhar, trabalhar!

O ensaio é aberto, pode vir das 14hs as 19hs na rua maria borba 87 - centro - perto do mackenzie.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

ENSAIO GERAL DE OLERE! OLARA!

A BATERISTA NANA RIZZINI ASSUME A DIREÇÃO MUSICAL DO SAMBACABARÉ.
MILANTA PLUS ARRASA EM SEUS IMPROVISOS PÓS MTV.

DIONISIO NETO COORDENA WORKSHOP DE REPERTÓRIO DE PINUPS E DIVAS.

COMPANHIA SATÉLITE UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA. E QUE VENHA 2009!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ENTREVISTA DIONISIO NETO

Blog do Repique
09.12.08
'Novela é o RPG do inconsciente coletivo' diz ator
Categorias: Lançamento, Teatro, Livro, Fique de Olho, Entrevista, Performance
O bate papo que virou entrevista. Dionísio Neto – o nome não poderia ser outro para esse autor, diretor e ator de teatro e também de cinema e recentemente de novela - fez o Tito, uma participação em A Favorita, de barba cheia e com cara de mau. Essa trajetória toda culmina com Dionísio inaugurando sua própria sala de teatro em São Paulo, enquanto ensaia novo espetáculo, uma chanchada repaginada para o século XXI.Do underground para a Globo ele comenta: “Brasileiro assiste novela. Desde minha parentada no Maranhão até os porteiros do meu prédio e taxistas do bairro, para eles, antes eu era alguém, coitado, que estava tentando ser ator, apesar dos meus quase 20 anos de profissão. No Brasil ator é quem faz novela. Ponto.” O Repique conversou com o moço para saber mais:Dionísio, por que ter um espaço de teatro próprio?Minha companhia de teatro, a Satélite, existe há 12 anos. Durante todo esse tempo sempre fomos ciganos. Ensaiamos em cozinhas, conventos, faculdades, clubes... Há doze anos isso era divertido, mas com o crescimento dela ficou impossível não ter uma sede própria. Muito do nosso acervo se perdeu. No nosso mais recente espetáculo –‘Desconhecidos’ - ensaiávamos em um convento e ficávamos com medo de o frei entrar e parar o ensaio. Enfim, era desumano. Por isso a necessidade da sede própria, que ainda é alugada, mas em breve será própria mesmo.Mas São Paulo não tem salas de teatro suficiente?Tem, mas faltam espaços para espetáculos que queiram ficar em cartaz por mais de três meses. Na nossa sede poderemos ficar anos em cartaz.Conta um pouco como será a Sede Satélite.A Sede Satélite abriga um cabaré - O Inflamável, que tem um bar, porque só com o dinheiro da bilheteria não vai dar para pagar os custos. Atrás do palco há a Sala Perpétua que é para ensaios e apresentações intimistas. Não há no Brasil um cabaré barroco moderno como o nosso. Isso é fato. É um café teatro com a capacidade para 90 pessoas, bem intimista. Muitos artistas já manifestaram o desejo de tocar lá. Chico César foi o primeiro. E muitos outros virão. Onde fica?Ficamos perto da Praça Roosevelt, do Mackenzie, Tusp e SESC Consolação, enfim, a off-Broadway paulistana. E qual vai ser o 1º espetáculo a entrar em cartaz? Chama Olerê-Olará. O nome é uma alusão ao grito do samba. É um show de variedades com vedetes, drags e música ao vivo. São cinco divas que monologam sobre o amor, a paz, a feminilidade e a alegria de viver, regadas a samba e muito humor. É um samba-cabaré inspirado em chanchadas e no teatro de revista, com coreografias, figurinos espetaculares, mas não é uma revista nos moldes antigos, porque antigamente, antes da TV, as revistas eram mega-produções com 100 artistas em cena. Nós somos 12. É mais humilde, mas não menos alegre e divertido. É entretenimento puro, meu espetáculo mais popular sem dúvida. Com estrutura de quadros?São vários quadros, um deles é o da Imprensa, onde há três jornalistas - a Malvina Young, a Imparcialina e a Benedita Woldvogel e elas comentam noticias das mais diversas fontes, desde tragédias da natureza até fofocas de celebridades. É hilário. Falando em fofoca de celebridades, por que você acha que o público se interessa tanto pela vida privada dessa gente? É tipo uma terapia coletiva. O público elege ícones para no fundo falar de si próprio. É natural que seja assim.E a novela das oito? Curtiu sua participação?Foi um chamado fantástico que tive da Rede Globo. Um convite do Ricardo Waddington, que quis me contratar. Nem fiz teste nem nada. Ele já conhecia meu trabalho no cinema. Foi uma participação de um mês. Já acabou. Meu personagem existia só para colocar o personagem da Giulia (Gam) de volta na trama. Mas foi marcante. Pelo menos nas ruas as pessoas não param de me perguntar quando eu voltarei a Favorita. Ao que parece não voltarei mais, pois meu contrato era só de dois meses. Você curtiu fazer novela? Ainda mais na Globo...Amei fazer novela, me achei muito ali. É bem diferente. É um tipo de RPG do inconsciente coletivo do povo brasileiro. O maior barato. Fique de olho: a Sede Satélite inaugura em janeiro (Rua Maria Borba ,87 – Consolação – São Paulo). E o espetáculo Olerê-Olará entra em cartaz em março/2009. (www.companhiasatelite.blogspot.com)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

transamba

Transamba e Caserta!
25/07/2008 2:55 pm
Caetano, da Itália, continua a refletir sobre a concepção da Obra em Progresso:
"transamba - de trans + samba; nome de um novo gênero de música criado artificialmente (mas nem Deus sabe quão orgânica e necessariamente) no Brasil. Trans, prefixo de origem latina, significa: além de, através, em troca de. Samba, possivelmente de origem quimbunda, é um tipo brasileiro de música de dança, lamento e sabedoria. O trans de transamba para mim é como o trans em transcendência, transfiguração, transvaloração, transformista; mas também como em trânsito, transação, transporte, transa; e ainda como em transparência, translúcido, translumbramento; ou em transbordar, transviado, transtorno, transpiração. Ou seja, transamba é palavra que já vem dançando entre os sentidos. Mas entre principalmente esses sentidos. É o samba além do samba. Um samba desencaminhado e excessivo, mas sublime e superior. Isso é o que a palavra me diz. As músicas que eu (ou outrem) fizer sob essa rubrica poderão chegar mais ou menos longe dessa meta. Como, de resto, cada exemplar de samba de qualquer época chega mais ou menos perto de ser o que o samba surgiu para ser.
O título do disco que resultará da obra em progresso não será "Transamba". Diferentemente de alguns, adoro a palavra. Ela me veio de repente, e logo ligada à lembrança da palavra "transvanguarda", que ouvi e li tanto nos anos 80 e que designava um movimento italiano na área das artes plásticas. Por causa disso - e por causa de minhas passagens pela Itália nos últimos anos - tenho vontade de pôr no disco um título em italiano. Embora não pretenda cantar nada em italiano.(...) Enfim, alguma coisa que tire de esquadro toda a referência ao samba, ou aos transambas ou parasambas ou metasambas que a Banda Cê e eu vamos apresentar. Mas a palavra "transamba" aparecerá em algum lugar. Houve que não gostasse. . Pelo menos num primeiro momento houve em alguns uma rejeição com cuja razão não atinei: eu gostei muito de "transamba" logo que a palavra me ocorreu. Mas aos poucos fui ouvindo a anaminese de cada um: tinham um vago medo de que eu estivesse sendo artificioso e esquematicamente marqueteiro. Mas era mesmo um medo vago. Ninguém dizia explicitamente. E ele era bem menor do que a mera desaprovação estética da palavra. Eu, como recebi essa inspiração como um acontecimento poético, desconfiava - e desconfio - de que o problema é mais o samba do que o trans. Na própria música há isso. Quando propus o projeto a Pedro Sá formulei a pergunta: será que samba dá samba? Porque é assim: ou bem nos voltamos para o samba e o cultivamos (e aí somos vistos com carinho pelos que cuidam da nossa cultura) ou nos afastamos dele e de toda a carga de fracassos do Brasil que ele carrega (como nos afastamos do catolicismo ou da umbanda por descrença histórica e nos aproximamos dos cultos neo-pentecostais) e buscamos nos sentir integrados na mescla de estilo caipira norte-americano com estilo crioulo norte-americano que ganhou o nome de rock'n'roll nos anos 50. Isso e todos os desdobramentos disso (do reggae ao disco, do rap ao grunge, do house ao punk...) são magnetos, pólos de atração reais e vitais: servem no mínimo de referência obrigatória, mas na verdade de critério de julgamento. O samba não teria salvação. O mero reconhecimento do seu balanço amarra a imaginação e a sensibilidade, desanima a alma que quer ser livre e nova. Então foi e é um desafio enfrentar essa empreitada. Um aprofundamento da pesquisa com o rock independente (ambiente "nobre" da criação de música popular hoje) esboçada em "Cê", sem contaminação de samba, seria mais estratégico, talvez mais saudável, no esforço de afirmação de uma produção brasileira de ponta que se imponha no mundo. Mas as coisas não acontecem assim. Mesmo porque eu tradicionalmente sou mais de sugerir do que de realizar: minhas limitações muiscais não permitiriam mesmo que fosse eu próprio a perfazer o que sonho para o criador de música brasileira. Então é transamba. Isso vai servir para engrossar o caldo.