terça-feira, 16 de dezembro de 2008

ENSAIO GERAL DE OLERE! OLARA!

A BATERISTA NANA RIZZINI ASSUME A DIREÇÃO MUSICAL DO SAMBACABARÉ.
MILANTA PLUS ARRASA EM SEUS IMPROVISOS PÓS MTV.

DIONISIO NETO COORDENA WORKSHOP DE REPERTÓRIO DE PINUPS E DIVAS.

COMPANHIA SATÉLITE UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA. E QUE VENHA 2009!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ENTREVISTA DIONISIO NETO

Blog do Repique
09.12.08
'Novela é o RPG do inconsciente coletivo' diz ator
Categorias: Lançamento, Teatro, Livro, Fique de Olho, Entrevista, Performance
O bate papo que virou entrevista. Dionísio Neto – o nome não poderia ser outro para esse autor, diretor e ator de teatro e também de cinema e recentemente de novela - fez o Tito, uma participação em A Favorita, de barba cheia e com cara de mau. Essa trajetória toda culmina com Dionísio inaugurando sua própria sala de teatro em São Paulo, enquanto ensaia novo espetáculo, uma chanchada repaginada para o século XXI.Do underground para a Globo ele comenta: “Brasileiro assiste novela. Desde minha parentada no Maranhão até os porteiros do meu prédio e taxistas do bairro, para eles, antes eu era alguém, coitado, que estava tentando ser ator, apesar dos meus quase 20 anos de profissão. No Brasil ator é quem faz novela. Ponto.” O Repique conversou com o moço para saber mais:Dionísio, por que ter um espaço de teatro próprio?Minha companhia de teatro, a Satélite, existe há 12 anos. Durante todo esse tempo sempre fomos ciganos. Ensaiamos em cozinhas, conventos, faculdades, clubes... Há doze anos isso era divertido, mas com o crescimento dela ficou impossível não ter uma sede própria. Muito do nosso acervo se perdeu. No nosso mais recente espetáculo –‘Desconhecidos’ - ensaiávamos em um convento e ficávamos com medo de o frei entrar e parar o ensaio. Enfim, era desumano. Por isso a necessidade da sede própria, que ainda é alugada, mas em breve será própria mesmo.Mas São Paulo não tem salas de teatro suficiente?Tem, mas faltam espaços para espetáculos que queiram ficar em cartaz por mais de três meses. Na nossa sede poderemos ficar anos em cartaz.Conta um pouco como será a Sede Satélite.A Sede Satélite abriga um cabaré - O Inflamável, que tem um bar, porque só com o dinheiro da bilheteria não vai dar para pagar os custos. Atrás do palco há a Sala Perpétua que é para ensaios e apresentações intimistas. Não há no Brasil um cabaré barroco moderno como o nosso. Isso é fato. É um café teatro com a capacidade para 90 pessoas, bem intimista. Muitos artistas já manifestaram o desejo de tocar lá. Chico César foi o primeiro. E muitos outros virão. Onde fica?Ficamos perto da Praça Roosevelt, do Mackenzie, Tusp e SESC Consolação, enfim, a off-Broadway paulistana. E qual vai ser o 1º espetáculo a entrar em cartaz? Chama Olerê-Olará. O nome é uma alusão ao grito do samba. É um show de variedades com vedetes, drags e música ao vivo. São cinco divas que monologam sobre o amor, a paz, a feminilidade e a alegria de viver, regadas a samba e muito humor. É um samba-cabaré inspirado em chanchadas e no teatro de revista, com coreografias, figurinos espetaculares, mas não é uma revista nos moldes antigos, porque antigamente, antes da TV, as revistas eram mega-produções com 100 artistas em cena. Nós somos 12. É mais humilde, mas não menos alegre e divertido. É entretenimento puro, meu espetáculo mais popular sem dúvida. Com estrutura de quadros?São vários quadros, um deles é o da Imprensa, onde há três jornalistas - a Malvina Young, a Imparcialina e a Benedita Woldvogel e elas comentam noticias das mais diversas fontes, desde tragédias da natureza até fofocas de celebridades. É hilário. Falando em fofoca de celebridades, por que você acha que o público se interessa tanto pela vida privada dessa gente? É tipo uma terapia coletiva. O público elege ícones para no fundo falar de si próprio. É natural que seja assim.E a novela das oito? Curtiu sua participação?Foi um chamado fantástico que tive da Rede Globo. Um convite do Ricardo Waddington, que quis me contratar. Nem fiz teste nem nada. Ele já conhecia meu trabalho no cinema. Foi uma participação de um mês. Já acabou. Meu personagem existia só para colocar o personagem da Giulia (Gam) de volta na trama. Mas foi marcante. Pelo menos nas ruas as pessoas não param de me perguntar quando eu voltarei a Favorita. Ao que parece não voltarei mais, pois meu contrato era só de dois meses. Você curtiu fazer novela? Ainda mais na Globo...Amei fazer novela, me achei muito ali. É bem diferente. É um tipo de RPG do inconsciente coletivo do povo brasileiro. O maior barato. Fique de olho: a Sede Satélite inaugura em janeiro (Rua Maria Borba ,87 – Consolação – São Paulo). E o espetáculo Olerê-Olará entra em cartaz em março/2009. (www.companhiasatelite.blogspot.com)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

transamba

Transamba e Caserta!
25/07/2008 2:55 pm
Caetano, da Itália, continua a refletir sobre a concepção da Obra em Progresso:
"transamba - de trans + samba; nome de um novo gênero de música criado artificialmente (mas nem Deus sabe quão orgânica e necessariamente) no Brasil. Trans, prefixo de origem latina, significa: além de, através, em troca de. Samba, possivelmente de origem quimbunda, é um tipo brasileiro de música de dança, lamento e sabedoria. O trans de transamba para mim é como o trans em transcendência, transfiguração, transvaloração, transformista; mas também como em trânsito, transação, transporte, transa; e ainda como em transparência, translúcido, translumbramento; ou em transbordar, transviado, transtorno, transpiração. Ou seja, transamba é palavra que já vem dançando entre os sentidos. Mas entre principalmente esses sentidos. É o samba além do samba. Um samba desencaminhado e excessivo, mas sublime e superior. Isso é o que a palavra me diz. As músicas que eu (ou outrem) fizer sob essa rubrica poderão chegar mais ou menos longe dessa meta. Como, de resto, cada exemplar de samba de qualquer época chega mais ou menos perto de ser o que o samba surgiu para ser.
O título do disco que resultará da obra em progresso não será "Transamba". Diferentemente de alguns, adoro a palavra. Ela me veio de repente, e logo ligada à lembrança da palavra "transvanguarda", que ouvi e li tanto nos anos 80 e que designava um movimento italiano na área das artes plásticas. Por causa disso - e por causa de minhas passagens pela Itália nos últimos anos - tenho vontade de pôr no disco um título em italiano. Embora não pretenda cantar nada em italiano.(...) Enfim, alguma coisa que tire de esquadro toda a referência ao samba, ou aos transambas ou parasambas ou metasambas que a Banda Cê e eu vamos apresentar. Mas a palavra "transamba" aparecerá em algum lugar. Houve que não gostasse. . Pelo menos num primeiro momento houve em alguns uma rejeição com cuja razão não atinei: eu gostei muito de "transamba" logo que a palavra me ocorreu. Mas aos poucos fui ouvindo a anaminese de cada um: tinham um vago medo de que eu estivesse sendo artificioso e esquematicamente marqueteiro. Mas era mesmo um medo vago. Ninguém dizia explicitamente. E ele era bem menor do que a mera desaprovação estética da palavra. Eu, como recebi essa inspiração como um acontecimento poético, desconfiava - e desconfio - de que o problema é mais o samba do que o trans. Na própria música há isso. Quando propus o projeto a Pedro Sá formulei a pergunta: será que samba dá samba? Porque é assim: ou bem nos voltamos para o samba e o cultivamos (e aí somos vistos com carinho pelos que cuidam da nossa cultura) ou nos afastamos dele e de toda a carga de fracassos do Brasil que ele carrega (como nos afastamos do catolicismo ou da umbanda por descrença histórica e nos aproximamos dos cultos neo-pentecostais) e buscamos nos sentir integrados na mescla de estilo caipira norte-americano com estilo crioulo norte-americano que ganhou o nome de rock'n'roll nos anos 50. Isso e todos os desdobramentos disso (do reggae ao disco, do rap ao grunge, do house ao punk...) são magnetos, pólos de atração reais e vitais: servem no mínimo de referência obrigatória, mas na verdade de critério de julgamento. O samba não teria salvação. O mero reconhecimento do seu balanço amarra a imaginação e a sensibilidade, desanima a alma que quer ser livre e nova. Então foi e é um desafio enfrentar essa empreitada. Um aprofundamento da pesquisa com o rock independente (ambiente "nobre" da criação de música popular hoje) esboçada em "Cê", sem contaminação de samba, seria mais estratégico, talvez mais saudável, no esforço de afirmação de uma produção brasileira de ponta que se imponha no mundo. Mas as coisas não acontecem assim. Mesmo porque eu tradicionalmente sou mais de sugerir do que de realizar: minhas limitações muiscais não permitiriam mesmo que fosse eu próprio a perfazer o que sonho para o criador de música brasileira. Então é transamba. Isso vai servir para engrossar o caldo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

afrodite

CLAUDIA JULIANA – MULHER DOS BOMBONS

Ah, como era bom, como eram boas as noites cariocas, as boemias do baixo gávea quando eu só queria mesmo era ser como aquele menino sem camisa, com chinelas havaianas e um calção. Sorriso de dente a dente, de canto a canto na boca, fazendo a fita. Ah como era bom, alo, alo, Brasil, alo, alo, carnaval! Aluguel? Não tinha. Contas de celular? Não tinha. Não tinha nada. Ah, como era bom, ser um Joao ninguém, um moleque Tião, ave sem ninho, pois que tererê não resolve. Entrar na farra, está tudo aí: a cerveja gelada, os corpos desnudos, a libido a toda. Os amigos, o simpático Jeremias, vamos cantar! Vamos ser astros em desfile, fazer barulho na universidade, vamos lá! Berlim na batucada pois tristezas não pagam dívidas, senhor. Não pagam não. Pif paf, este mundo é um pandeiro, eu sou o samba, beba de mim. Beba de mim! Fogo na canjica, moça bonita. O Brasil venceu a copa mais uma vez, o índice de anafalbetismo acabou, a miséria foi extinta do país. Este mundo gira, toca, dança e samba. Segura esta mulher, o malandro e a grã fina, olha que enredo bom pra uma novela das oito de nossas próprias vidas. Falta alguém no manicômio, será ele, será ela? E o mundo se diverte, o cabaret pega fogo, mas fogo nas paixões, não nas coritinas. Avermelhe-se! É carnaval no fogo. Eu quero é movimento! Aguenta firme, Joao, que você vai sair dessa. Tá tudo azul, amei um bicheiro. Aí vem o barão, ele vai pagar a saideira. Mas ninguém quer sair. Todo mundo quer conversar, pega ele, pega ela! Era uma vez um vagabundo. Se um dia fui pobre eu não me lembro. Agora sou a rainha do samba que balança mas não cai. Estamos com tudo! Somos malandros em quarta dimensão. O petróleo é nosso. Barnabé, tu és meu! Tira a mão daí! Quem sabe sabe. O negócio foi assim: depois eu conto.Este mundo é um pandeiro! Com jeito vai! Vai, vai Brasil! Vai, vai, Brasil! A felicidade é aqui e agora, de vento em popa, hoje o galo sou eu! Que não existe mulher feia, existe é mulher pobre. Rico ria toa com alegria de viver! Cala boca Etelvina, que eu to com a Mao na massa. Esse milhão é meu! Pé na tábua já dizia o locutor. Aiaiai, quem roubou meu samba? Vou te contá! Aí vem a alegria! Sou uma garota enxuta! Awui tem algum massagista de madame? Vai vai, Brasil! Depois do carnaval a gente conversa! Agora mulheres a vista! Entrei de gaiata nesse samba de moçoilas, pintando o sete no cabaré INFLAMÁVEL! Eu sou a tal! Vai que é mole, tudo legal meu querido, tudo legal! Briga, mulher e samba que tudo se resolve! Nem Sansão nem Dalila é a grande vedete, a baronesa transviada! Este mundo é uma cuíca, um tamborim, um agogô. Quanto mais melhor. Ah, o Rio 40 graus, verão e amor. Prá que mais? Bom mesmo é carnaval e teatro e cinema e samba. Assim era Atlântida. Assim será o Brasil de volta nesse trem pras estrelas, lá vou eu, vai que vai meu Brasil! É carnaval em marte! É matar ou correr, ou sambar com o homem do Sputnik. Aviso aos navegantes: E o espetáculo continua! Absolutamente certo, absolutamente certo! E chega. Agora é mais glamour!



Ensaio musical...

São Google, nosso aliado cibernético...





Nossa cinematográfica Sede Satélite...





video

as vésperas do nosso primeiro ensaio geral com músicos...

Nosso banheiro de ouro...
descobrimos que nossa sede é muito parecida com a sala de ensaio de CARMEN de Carlos Saura...

Aula de percepção vocal com Naná Rizzini, nossa diretora musical...


Nós amamos a SEDE SATÉLITE...



LULU CHUVA DE PRATA, a diva punk charleston de Giovanna Velasco abravanando no figurino que Reinal Lourenço fez para a personagem Getr~uria de 'ANTIGA"...








segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

foi mara!


LEMBRANÇAS DO ZOO

sabrina orthmann, maira dvorek, dionisio neto, jeyne stakflett, mayana neiva e
giovanna velasco - todos juntos somos fortes! as vedetes do INFLAMÁVEL - GILDA BRINCO DE PRINCESA, LISA EU E TU, CARMEN ROSA, LULU CHUVA DE PRATA E ELISABETH VITÓRIA RÉGIA - U-HU!

com a vedetinha Julia Stakflett na ida ao ZOO



mocinha da explicacoes ao diretor Dionisio Neto



CUMA?



VEDETES NA APOTEOSE MEU POVO!

ESTILISTA E VEDETE LULU CHUVA DE PRATA

RODA DE SAMBA NO ENSAIO GERAL DE HOJE


TA FICANDO FOFO O CABARÉ!




ALÉM DE LINDAS, ELAS CANTAM, ELAS DANÇAM E ELAS REPRESENTAM!







video

II CICLO DE PALESTRAS DO PROJETO BALANGANDANS - CHANCHADAS

COMPANHIA SATÉLITE e Professora MONICA RGUAI BASTOS após sua palestra-entrevista sobre vedetes e chanchadas! Um espetáculo!
Marcelo e Claudio em homenagem 'a Renata Fronzi com exibi´c"ao de chanchada ao fundo na SALA SALLES da SEDE SATÉLITE

UMA INSPIRACAO


MARÍLIA PERA em seu momento vedete!




COMPANHIA SATÉLITE com o Professor AFRANIO CATANI após entrevista-palestra sobre as CHANCHADAS, ou NASCOXANCHADAS, KKKKKKKK



segunda-feira, 27 de outubro de 2008

NEYDE VENEZIANO E SUA PALESTRA SOBRE O TEATRO DE REVISTA NA SEDE SATÉLITE
PEDRO ALEXANDRE SANCHES E SUA PALESTRA SOBRE O SAMBA
COMPANHIA SATÉLITE EM DIA DE FESTA
LEITURA DE "NELSON RODRIGUES, MEU AMOR..."
CIA SATÉLITE COM PEDRO ALEXANDRE SANCHES
MC DIONISIO na festa de inauguração da SEDE SATÉLITE

Ah, como era bom, como eram boas as noites cariocas, as boemias do baixo gávea quando eu só queria mesmo era ser como aquele menino sem camisa, com chinelas havaianas e um calção. Sorriso de dente a dente, de canto a canto na boca, fazendo a fita. Ah como era bom, alo, alo, Brasil, alo, alo, carnaval! Aluguel? Não tinha. Contas de celular? Não tinha. Não tinha nada. Ah, como era bom, ser um Joao ninguém, um moleque Tião, ave sem ninho, pois que tererê não resolve. Entrar na farra, está tudo aí: a cerveja gelada, os corpos desnudos, a libido a toda. Os amigos, o simpático Jeremias, vamos cantar! Vamos ser astros em desfile, fazer barulho na universidade, vamos lá! Berlim na batucada pois tristezas não pagam dívidas, senhor. Não pagam não. Pif paf, este mundo é um pandeiro, eu sou o samba, beba de mim. Beba de mim! Fogo na canjica, moça bonita. O Brasil venceu a copa mais uma vez, o índice de anafalbetismo acabou, a miséria foi extinta do país. Este mundo gira, toca, dança e samba. Segura esta mulher, o malandro e a grã fina, olha que enredo bom pra uma novela das oito de nossas próprias vidas. Falta alguém no manicômio, será ele, será ela? E o mundo se diverte, o cabaret pega fogo, mas fogo nas paixões, não nas coritinas. Avermelhe-se! É carnaval no fogo. Eu quero é movimento! Aguenta firme, Joao, que você vai sair dessa. Tá tudo azul, amei um bicheiro. Aí vem o barão, ele vai pagar a saideira. Mas ninguém quer sair. Todo mundo quer conversar, pega ele, pega ela! Era uma vez um vagabundo. Se um dia fui pobre eu não me lembro. Agora sou a rainha do samba que balança mas não cai. Estamos com tudo! Somos malandros em quarta dimensão. O petróleo é nosso. Barnabé, tu és meu! Tira a mão daí! Quem sabe sabe. O negócio foi assim: depois eu conto.Este mundo é um pandeiro! Com jeito vai! Vai, vai Brasil! Vai, vai, Brasil! A felicidade é aqui e agora, de vento em popa, hoje o galo sou eu! Que não existe mulher feia, existe é mulher pobre. Rico ria toa com alegria de viver! Cala boca Etelvina, que eu to com a Mao na massa. Esse milhão é meu! Pé na tábua já dizia o locutor. Aiaiai, quem roubou meu samba? Vou te contá! Aí vem a alegria! Sou uma garota enxuta! Awui tem algum massagista de madame? Vai vai, Brasil! Depois do carnaval a gente conversa! Agora mulheres a vista! Entrei de gaiata nesse samba de moçoilas, pintando o sete no cabaré INFLAMÁVEL! Eu sou a tal! Vai que é mole, tudo legal meu querido, tudo legal! Briga, mulher e samba que tudo se resolve! Nem Sansão nem Dalila é a grande vedete, a baronesa transviada! Este mundo é uma cuíca, um tamborim, um agogô. Quanto mais melhor. Ah, o Rio 40 graus, verão e amor. Prá que mais? Bom mesmo é carnaval e teatro e cinema e samba. Assim era Atlântida. Assim será o Brasil de volta nesse trem pras estrelas, lá vou eu, vai que vai meu Brasil! É carnaval em marte! É matar ou correr, ou sambar com o homem do Sputnik. Aviso aos navegantes: E o espetáculo continua! Absolutamente certo, absolutamente certo! E chega. Agora é mais glamour!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Chanchada

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Chanchada, em arte, é o espetáculo ou filme em que predomina um humor ingênuo, burlesco, de caráter popular. As chanchadas foram comuns no Brasil entre as décadas de 1930 e 1960.

A produtora carioca Atlântida descobriu nos filmes carnavalescos um grande negócio, capaz de fazer muito sucesso entre o público brasileiro. Sem dúvida, ela foi a grande responsável pelo sucesso das chanchadas e a pioneira em adotar os temas carnavalescos em forma de musicais.

Após o esgotamento da fórmula que fazia uso de temas carnavalescos, a Atlântida passou a adotar argumentos, enredos e situações mais complexas e heterogêneas. É neste período, entre as décadas de 50 e 60, que os filmes ganham maior empatia com o público e a Atlântida vivia seu auge. O Brasil da época tinha laços de dependência com a cultura norte-americana, o que gera atitudes colonizadas dos produtores, do público e da crítica. Desta forma, as chanchadas passam a basear-se na paródia do cinema dos Estados Unidos para atrair o público.

Índice

[1 Características

[editar] Características

Apesar das produções serem feitas a partir da caricatura e trejeitos norte-americanos, eram adicionados temas do cotidiano nacional, como as anedotas tipicamente cariocas e o jeito malandro de falar e se comportar do brasileiro.

O resultado obtido eram produções genuinamente brasileiras, que foram capazes de lotar as salas de cinema por um longo período. Com a liberação dos costumes, começaram a ser produzidas no início dos anos 70 as chamadas Pornochanchadas, inspiradas em comédias italianas e filmes eróticos europeus.

[editar] As cinco fases das chanchadas

O termo chanchada surgiu, para designar os filmes brasileiros nos anos 30. Várias teses de críticos como Jean Claude Bernadet, Ana Cláudia Zacco, e Guilherme Heffner, ampliam essa fase, colocando o início em 1908 - com o surgimento do primeiro filme de ficção Nhô Anastácio Chegou de Viagem - em meados de 1960, com as últimas tentativas de chanchada. Já outros consideram o movimento 'chanchada', desde 1929, com o primeiro filme falado - a comédia Acabaram-se os Otários, de Luiz de Barros - em meados de 1960, devido a incursão do Cinema Novo, e a definitiva abolição das comédias ingênuas e carnavalescas. Há ainda terceiros que apenas incluem os filmes da Atlântida, a partir do primeiro conceito ideal de chanchada, o musical Carnaval no Fogo, 1949. E o seu término, com o último musical da empresa, Garotas e Samba, 1957.

[editar] Primeira fase - As comédias mudas

Pode-se distinguir 5 fases distintas do processo de formação da chanchada convencional. Que funcionava da seguinte maneira: O mocinho e a mocinha perseguidos pelo vilão, e ajudados pelo cômico, embalados em músicas [Expandir]carnavalescas, muitas confusões e brigas, até chegar ao final apoteótico e feliz.

A primeira tentativa de humor no cinema foi em 1908, com o curta Nhô Anastácio Chegou de Viagem. Basicamente a história contava as desventuras de um caipira na cidade grande, que se envolvia com uma corista, e no final apanhava de sua mulher. Aí pode se perceber alguns traços do que viria a se tornar a chanchada dos anos 50. Principalmente as de Zé Trindade, cômico baiano que encarnava um mulherengo que vivia perseguido por sua terrível mulher. As comédias mudas tiveram vida curta, devido ao advento do som em 1929.

Eram basicamente de forma linear, e inspiradas em espetáculos teatrais de sucesso. Geralmente revistas. Dessa fase Augusto Aníbal, um popular cômico teatral, se destacou com o filme Augusto Aníbal Quer Casar, 1923, onde o diretor Luiz de Barros fazia a incursão do homosexualismo. Algumas operetas filmadas, A Viuvinha, 1909, e revistas filmadas, Paz e Amor, 1910, merecem destaque por terem inspirarado alguns diretores na criação dos "filmusicais", gênero mais próximo do musical americano, e do carnavalesco da Atlântida.

[editar] Segunda fase - Os filmes musicais

A partir de 1929, com o primeiro filme falado do Brasil, abriu-se um leque de oportunidades para o nosso cinema. Luiz de Barros, o pioneiro do cinema sonorizado no país, continuou fazendo filmes precários, do gênero de Acabaram-se Os Otário, sem sucesso, até que, em 1933, a empresa cinematográfica Cinédia lançou um semi-documentário chamado A Voz do Carnaval, o qual não passava de um desfile de cantores da época, misturando cenas do carnaval carioca e paulista. Sucesso imediato. O filme atraiu ao cinema milhares de fãs de rádio, que queriam ver como eram aqueles cantores, conhecidos somente pela voz.

A empresa então lançou outros musicais carnavalescos, com destaque para Alô, Alô, Carnaval(1936), um marco para o cinema brasileiro. Com um fiapo de enredo e muita música, o filme foi considerado o maior sucesso dos anos 30, e juntava os maiores cantores do Brasil na época: Carmen Miranda, Francisco Alves, e outros grandes cartazes do rádio. Além disso, a empresa lançou comédias, adaptadas do Teatro de Revista, revelando grandes cômicos como Oscarito, Grande Otelo, Mesquitinha e Walter D'Ávila.

[editar] Terceira fase - Os carnavalescos da Atlântida

A empresa cinematográfica Atlântida foi fundada por intelectuais, que queriam um compromisso com o cinema sério. A primeira fita da empresa foi um sucesso, Moleque Tião, 1943, um melodrama sobre a vida do ator Grande Otelo, que atuava como ele mesmo. Já o segundo filme, um drama intenso, foi um fracasso. Seguiram-se alguns outros dramas, que foram mal de bilheteria.

O que os intelectuais temiam aconteceu, apelaram para o musical, que vinha dando certo com outras companhias de cinema (como a Cinédia e a Sonofilmes). O primeiro carnavalesco foi Tristezas Não Pagam Dívidas 1943, com Oscarito e Jayme Costa no elenco. Um estrondoso sucesso, fazendo a companhia repetir a dose e a fórmula, de trechos cômicos (livremente inspirados em peças teatrais), muita música, e um fiapo de história.

A dupla Oscarito e Grande Otelo tomou conta dos cinemas na época. Com uma química ímpar, a dupla arrastou multidões ao cinema, até 1954, quando filmou seu último trabalho. Nos anos 40, os dois filmaram a maioria dos carnavalescos da Atlântida, Oscarito no primeiro papel, e o grande Grande Otelo como faxineiro, secretário, uma escada para o sucesso do amigo. O filme mais completo dessa fase foi Este Mundo É Um Pandeiro, 1947, um fenômeno digirido por Watson Macedo.

[editar] Quarta fase - A chanchada

O diretor Watson Macedo, responsável pelos grandes filmes dos anos 40, filmou em 1949, com um argumento do galã Anselmo Duarte, o primeiro e ideal conceito de chanchada. Carnaval no Fogo contava com todos os igredientes do fênomeno desse gênero popular: O mocinho e a mocinha em perigo. O cômico tenta ajudá-los mas se dá mal. O vilão os aterroriza. Mistério. Luta final. Final Feliz. Nesse filme, Oscarito e Grande Otelo protagoniazam a célebre cena do balcão, de Romeu e Julieta, e se consagram como os maiores comediantes do Brasil.

A partir daí, a empresa se especializa no gênero, e produz várias chanchadas. Watson Macedo ainda dirige Aviso aos Navegantes 1950, uma espécie de continuação do filme anterior, e uma das maiores e mais lembradas chanchadas do país. O diretor sai da Atlântida, em 1951, após dirigir seu último filme na companhia, Aí Vem o Barão. Watson ganhava muito mal, e resolveu partir para a produção independente, fundando a Watson Macedo Produções Cinematográficas.

As chanchadas deixam de ser exclusivamente carnavalescas, e passam a ter um tom mais debochado, parodiando o cinema americano e a política nacional. Quem domina essa área é o diretor Carlos Manga, que assume o papel de Watson, e cria belíssimas chanchadas, com um padrão de qualidade muito superior, valorizando a fotografia e os aspectos técnicos. Começa em 1953, com a melodramática história de Dupla do Barulho, uma espécie de homenagem ao ator Grande Otelo. Seguem-se outros grandes filmes, e inesquecíveis cenas. Nem Sansão Nem Dalila, 1954, e O Homem do Sputnik, 1959 são os maiores filmes dessa época. Oscarito brilha sem parceiro mas com uma força que quase monopoliza o mercado cinematográfico, fazendo a Atlântida faturar rios de dinheiro, mas ganhando muito 'mal'. Estrelou todos os filmes, e praticamente não teve rival, até que, em 1956, surge outra companhia cinematográfica, a Herbert Richers.

[editar] Quinta fase - As chanchadas B

Antes do surgimento da Herbert Richers, algumas companhias também lançaram suas chanchadas. A Cinelândia Filmes, lançou várias comédias com um novo ator encabeçando o elenco: Ankito. Com grande sucesso, repetia a fórmula, mas o nível técnico das chanchadas estavam bem abaixo dos da Atlântida.

A Herbert Richers então chegou, como rival da Atlântida, e com a direção do ambicioso Luiz Severiano Ribeiro Jr, monopolizou o circuito comercial e exibidor. Surgiram novos e grandes cômicos: Zé Trindade, Dercy Gonçalves e Ankito, que tiveram seus grandes momentos. Uma enxurrada de chanchadas invadiam o país. A crítica cinematográfica ia à loucura. Condenava o gênero ao inferno.

Com sérios problemas de fotografia, montagem, sonografia, etc, e com a história sendo quase sempre a mesma, eram chamadas de 'Chanchadas tipo B'. Mesmo assim, o seu sucesso junto ao público era garantido, o qual se preocupava somente com uma coisa: rir. Zé Trindade era um sujeito baixinho, voz esganiçada, feioso, mas fazia o maior sucesso com a mulherada. Tinha os seus famosos bordões Caiu na risada considero castigada, Mulheres, cheguei!. Dercy, histriônica, fazia os filmes mais engraçados da época, sempre como personagem-título. Cala a Boca Etelvina, 1958 e A Viúva Valentina (1960), são alguns exemplos. Ankito, muito semelhante ao Oscarito, era um cômico de circo. Seus filmes eram quase sempre a mesma coisa, mas deliciosamente singulares. Fez várias chanchadas de sucesso, várias carnavalescas, com destaque para Metido a Bacana, 1957 e Pistoleiro Bossa Nova, 1959. A par disso, a Atlântida mantinha seu alto padrão técnico, suas chanchadas inesquecíveis, e o seu reinado um pouco abalado. Watson também foi responsável por grandes momentos do cinema na década. Sua sobrinha, Eliana, protagonizou quase todos os filmes do diretor. Às vezes de Carmen Miranda, às vezes de ladra, menina sapeca, jovem do interior, ou mocinha simplesmente, essa sim, brilhou com tudo nas chanchadas do tio. Entre seus maiores filmes estão Maria 38, 1958 e Alegria de Viver, 1958.

O valor das chanchadas na revisão de Augusto

Certas obras tornam-se famosas antes mesmo de serem escritas. Desde 1979 que o jornalista Sérgio Augusto, 48 anos, prometia um livro sobre a chanchada. Crítico de cinema desde o início dos anos 60, tendo passado pelos principais veículos brasileiros (do "Correio da Manhã" e "O Cruzeiro" a "Veja"), há anos um dos redatores especiais da "Folha de São Paulo", Sérgio é, como Ruy Castro, jornalista eclético, antenado com a produção cultural internacional e que, através de uma imensa informação (sua bibliografia é das maiores do país), viagens constantes ao Exterior, um texto delicioso, tem milhares de leitores-admiradores em todo o país. Acompanhando o cinema há mais de 30 anos, com uma visão histórica - e não nostálgica, apenas - de importância dos quadrinhos (tema do qual foi o primeiro jornalista a aceitar uma coluna especializada, no "Jornal do Brasil") ao rádio (sobre o qual constantemente produz matérias magníficas) era natural que seu livro fosse um dos mais aguardados. Assim, desde agosto do ano passado, quando, finalmente, "Este Mundo é um Pandeiro" (Companhia das Letras, 320 páginas) foi para as livrarias, recebeu uma cobertura raras vezes dadas a um livro sobre cinema.

É que além do prestigio que Sérgio Augusto mereceu dos meios da comunicação, há muito que o tema - a chanchada do cinema brasileiro - necessitava de uma reavaliação. Pelos textos que SA sempre escreveu (e muitos deles, foram publicados em O Estado, até há algum tempo), o público interessado culturalmente passou a ter em Augusto um excelente referencial, de forma que a oportunidade de conhecer o resultado, em livro, de anos de pesquisas e cuidadosa revisão de todos os filmes do período áureo da chanchada (1947/1961) que se salvaram da destruição, oferecia mesmo um material de indispensável conhecimento.

No Rio de Janeiro e São Paulo, paralelamente ao lançamento do livro foi promovida a mostra "Este Mundo é um Pandeiro", com exibição de filmes que possibilitam a que os jovens conheçam este gênero cinematográfico que por quase três décadas levava um público numeroso às salas que os exibiam. Um público hoje na faixa dos 50 anos, mas que mesmo assim tem uma simpatia para exemplos arqueológicos desta época, que vez ou outra podem ser apreciados no "Cine Brasil", programa que o jornalista e crítico Luciano Ramos produz aos domingos pela TV Cultura - São Paulo (em Curitiba, Canal 2), ou mesmo em exibições bissextas - como a que Valêncio Xavier, diretor do MIS-PR, promoveu nas vésperas do Carnaval, com "Aviso aos Navegantes", 1950, de Watson Macedo.

Embora algumas distribuidoras já tenham feito lançamentos esporádicos em vídeo, o melhor deste acervo - as produções da histórica Atlântida - ainda permanecem inéditos em cartuchos, podendo assim, dentro da busca frenética que se fez em torno de títulos nacionais para o cumprimento da lei de reserva de mercado, constituírem-se em boas alternativas para próximas edições.

É preciso ver as chanchadas com um entendimento histórico, procurando-se o quadro nos quais foram realizados - a vida política, o pós-guerra, o segundo governo de Vargas, os anos JK, período em que o gênero já entrou em decadência. Esteticamente, independente, obviamente que as chanchadas não resistem a uma revisão crítica - pois a própria crítica cinematográfica, mesmo de parte de profissionais da importância de Alex Viany, era, na época, implacável com as limitações dos filmes realizados por diretores como José Carlos Burle, Moacir Fenellon, Cajajo Filho, Luiz de Barros, Carlos Manga, Vitor Lima e Watson Macedo - o mais famosos de todos.

Hoje as chanchadas adquirem um sentido histórico, por trazerem em suas imagens gerações de artistas - tanto intérpretes como cantores e músicos (já que eram basicamente recheados de números musicais) que praticamente desapareceram: Marlene, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Joel e Gaúcho, Alvarenga e Ranchinho, Dick Farney, Nora Ney, Jorge Goulart, Ataulfo Alves, Dalva de Oliveira, Francisco Alves, Benê Nunes, Luiz Gonzaga, Doris Monteiro, Orlando Silva, Elizete Cardoso, Dircinha e Linda Batista, Herivelto Martins, 4 Ases e 1 Coringa, Jackson do Pandeiro e Almira, Mary Gonçalves, Bob Nelson e tantos outros.

Como observou Ruy Castro, o pandeiro da chanchada durou entre 1947/61, quase tanto, por exemplo, quanto a idade de ouro do musical da MGM, que começou em 1939 ("O Mágico de Oz") e começou a enfraquecer em 1955.

"Nesses 14 anos em que gozaram de boa saúde, as chanchadas foram altamente competitivas, num mercado bombardeado por uma média de mil filmes americanos novos por ano, entre curtas e longas. É verdade que além do seu charme carioca e das seqüências de carnaval, elas tinham um apelo comercial com o qual às vezes, nem os filmes de Cecil B. De Mille podiam competir: sua malícia era feita de encomenda para os adolescentes e analfabetos do Interior do Brasil", diz Ruy Castro. Numa época em que inexistia televisão e o cinema era a grande diversão, as chanchadas ilustravam as imagens dos ídolos do rádio - daí a profusão de números musicais na maioria das fitas. Houve mesmo quem fizesse aproximações deste ciclo com os musicais da MGM - sofisticados, luxuosos e que estavam em seu esplendor na época. Lucidamente, Sérgio prefere compará-las às "comediotas similares que Judy Canova estrelava na Republic. Com cantores e coristas tropeçando em gangsters bufônicos e empresários inescrupulosos". Uma comparação que cai no vazio para os brasileiros maiores de 40 anos que provavelmente nunca ouviram falar de Judy Canova e mesmo da Republic - o estúdio dos filmes "Z" de Hollywood - a tal ponto que era chamada de "Repulsive Pictures" - mas que hoje, também, tem sido reavaliados".

"Este Mundo é um Pandeiro", trazendo na capa uma justíssima homenagem ao maior comediante do gênero - Oscarito (Oscar Lourenço Jacinto da Imaculada Conceição Teresa Dias, 1906-1970), foi, em nosso entendimento, o mais importante livro sobre cinema brasileiro publicado em 1989. Tratado apenas anteriormente em "A Chanchada no Cinema Brasileiro" (de Afrânio Cattani e J. I. De Melo Souza, Brasiliense, 1983) e motivado ao pesquisador João Luiz Vieira, conservador da Cinemateca do MAM-RJ a tese "Riso Amargo" (até agora inédita, mas cuja publicação está prometida), o livro de Sérgio Augusto é uma celebração. Agora é torcer para que o jornalista - sempre ocupado, com vários projetos (atualmente trabalha numa biografia de Vinícius de Moraes, a ser lançada também, pela Companhia da Letras) reveja seus textos críticos de cinema e publique-os em breve. A bibliografia do cinema brasileiro precisa desta contribuição.

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:

Veiculo: Estado do Paraná

Caderno ou Suplemento: Almanaque

Coluna ou Seção: Tablóide

Página: 3

Data: 10/03/1990

Estrelas das Chanchadas

Dec 29, '06 3:40 PM
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Neste álbum são lembradas as estrelas do Rádio que também fizeram filmes musicais, como Emilinha Borba, Linda Batista, Dircinha Batista, entre outras.


Emilinha Borba
Participou dos filmes Banana da Terra (1939), Laranja da China (1940), Vamos Cantar (1941), It’s All True (1942), Astros em Desfile (1942), Romance de um Mordedor (1944), Tristezas Não Pagam Dívidas (1944), Não Adianta Chorar (1945), Segura Esta Mulher (1946), Este Mundo é um Pandeiro (1946), Folias Cariocas (1948), É Com Esse que Eu Vou (1948), Poeira de Estrelas (1948), Estou Aí ? (1949), Todos por Um (1950), Aviso aos Navegantes (1951), Aí vem o Barão (1951), Sob a Luz do Meu Bairro (1951), Tudo Azul (1952), Barnabé, Tu és Meu (1952), É Fogo na Roupa! (1953), O Destino em Apuros (1953), Aí Vem o General (1953), Caprichos do Amor (1954), O Petróleo é Nosso (1954), Carnaval em Marte (1954), Eva no Brasil (1955), O Rei do Movimento (1955), Trabalhou bem, Genival (1955), Guerra ao Samba (1955), Vamos com Calma (1956), Garotas e Samba (1957), Com Jeito Vai (1957), De Pernas pro Ar (1957), É de Chuá! (1958), Mulheres à Vista (1959), Entrei de Gaiato (1959), Vai que é Mole (1959), Garota Enxuta (1959), Virou Bagunça (1960), Cala a Boca Etelvina (1960), Férias no Arraial (1961), 007 ½ no Carnaval (1966) e Carnaval Barra Limpa (1967).


Dircinha Batista
Participou dos filmes Alô Alô Brasil (1935), Alô Alô Carnaval (1936), Bombonzinho (1937), Banana da Terra (1938), Laranja da China (1939), Onde Estás, Felicidade ? (1939), Entra na Farra (1941), Abacaxi Azul (1944), Não Adianta Chorar (1945), Esta é Fina (1948), Fogo na Canjica (1948), Está com Tudo (1953), Carnaval em Caxias (1953), É Fogo na Roupa! (1953), Guerra ao Samba (1955), Tira a Mão Daí (1955), Depois Eu Conto (1956), Metido a Bacana (1957), É de Chuá! (1958), Entrei de Gaiato (1959), Mulheres à Vista (1959), O Viúvo Alegre (1961), 007 ½ no Carnaval (1966), Carnaval Barra Limpa (1967).


Linda Batista
Participou dos filmes Banana da Terra (1938), Céu Azul (1941), Samba em Berlim (1943), Tristezas não Pagam Dívidas (1944), Não Adianta Chorar (1945), Caídos do Céu (1946), Esta é Fina (1948), Fogo na Canjica (1948), Pra lá de Boa (1949), Aguenta Firme, Isidoro (1950), Um Beijo Roubado (1950), Tudo Azul (1952), Carnaval em Caxias (1953), É Fogo na Roupa! (1953), Está com Tudo (1953), O Petróleo é Nosso (1954), Carnaval em Marte (1954), Tira a Mão Daí (1955), Depois Eu Conto (1956), Metido a Bacana (1957), É de Chuá! (1958), Mulheres à Vista (1959), Entrei de Gaiato (1959) e Virou Bagunça (1960).






Emilinha (c/ Bibi e Marlene)





Emilinha Borba





Emilinha Borba





Emilinha: "O Petróleo é Nosso"





Dircinha e Linda Batista





Linda Batista


Adelaide Chiozzo nasceu em 8 de maio de 1931, em São Paulo, SP.

Atriz, cantora, instrumentista, compositora.

Em 1939, aos oito anos de idade começou a aprender acordeon. Com 15 anos, foi indicada pelo compositor Irani de Oliveira para participar do Programa Papel Carbono apresentado por Renato Murce na Rádio Clube do Brasil fazendo imitação do sanfoneiro e cantor gaúcho Pedro Raimundo.

Em 1946, estreou no cinema atuando na comédia "Segura esta mulher" ao lado do pai Geraldo Chiozzo, com direção de Watson Macedo. Nesse filme acompanhou com o pai o cantor Bob Nelson na música "O boi Barnabé", de Afonso Simão e Bob Nélson.

Em 1947, atuou ainda com o pai na comédia "Esse mundo é um pandeiro", de Watson Macedo. Em 1948, atuou em "É com esse que eu vou", de José Carlos Burle. Por essa época foi contratada pela Rádio Nacional.

Em 1950, estrelou o filme "Carnaval no fogo" no qual interpretou "Pedalando", de Anselmo Duarte e Bené Nunes. Com esta mesma música estreou em disco cantando ao lado do instrumentista Alencar Terra na polca "Pedalando" e na rancheira "Tempo de criança", de João de Souza e Eli Torquine.

Em 1951, participou do filme "Aviso aos navegantes", no qual interpretou com Eliana, com quem atuou em diversos filmes, um de seus maiores sucessos, a valsa "Beijinho doce", de Nhô Pai.

No mesmo ano, gravou dois discos com Eliana pela gravadora Star, interpretando "Beijinho doce", o baião "Cabeça inchada", de Hervé Cordovil, o baião "Sabiá na gaiola", de Hervé Cordovil e Mário Vieira e o rasqueado "Orgulhoso", de Nhô Pai e Mário Zan.

Em 1952, gravou com Eliana a polca "Zé da Banda", de Alencar Terra e o coco "Vapô de Carangola", de Manezinho Araújo e Fernando Lobo. No mesmo ano, participou do filme "É fogo na roupa", de Watson Macedo e "Barnabé, tu és meu", de José Carlos Burle.

Em 1953, gravou com Eliana a marcha "Queria ser patroa", de Manoel Pinto e Aldari Almeida Airão e o samba "Com pandeiro na mão", de Manoel Pinto, Jorge Gonçalves e D. Airão.

Em 1954, filmou "O petróleo é nosso", de Watson Macedo. No mesmo ano, gravou outro de seus grandes sucessos, a toada "Meu sabiá", de Carlos Mattos e Antonio Amaral.

Em 1955, gravou de Bruno Marnet o fox "Passeio de bonde" e de Garoto, Fafá Lemos e Adair Badaró, o baião "Nós três".

Em 1956, estrelou o filme "Sai de baixo", de J. B. Tanko. No mesmo ano, gravou o baião "Papel fino", de Mirabeau, Cid Ney e Dom Madrid e a marcha "Vamos soltar balão", de Luiz Gonzaga Lins.

Em 1957, gravou as marchas "A sempre viva", de Paulo Gracindo e Mirabeau e "Tua companhia", de Getúlio Macedo e Lourival Faissal. No mesmo ano, tomou parte no filme "Garotas e samba" onde interpretou "O trenzinho do amor", de Sivan Castelo Neto e Lita Rodrigues.

Em 1958, gravou com Silvinha Chiozzo o rasqueado "Cabecinha no ombro", de Paulo Borges, que tornou um grande sucesso e um clássico da Música Popular Brasileira.

Em 1975, apresentou-se ao lado do marido e violonista Carlos Mattos no show "Cada um tem o acordeom que merece", no Rio de Janeiro e em Niterói.

Em 1979, atuou na novela "Feijão Maravilha", na TV Globo. Em 1992, trabalhou na novela "Deus nos acuda", também da TV Globo.

A partir de então, realizou shows pelo Brasil acompanhada pelo marido e eventualmente, pelos três netos.

Em 1996, participou do Projeto Seis e Meia, no Teatro Dulcina no Rio de Janeiro juntamente com o cantor Francisco Carlos no show "Ídolos da Atlântida".

Em 2006, Adelaide participou do programa "Rei Majestade", do SBT.

Era irmã da também cantora (já falecida) Silvinha Chiozzo.



Fontes: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Site Mulheres do Cinema Brasileiro, Acervo Rodolfo Bonventti, Site Adoro Cinema Brasileiro, Comunidade "Por Onde Anda?" (Orkut), Jornal O Globo, Acervo Rádio Nacional.







"Carnaval no Fogo" (1949)





"Carnaval Atlântida" (1952)





Adelaide Chiozzo





Adelaide Chiozzo





com Silvinha Chiozzo





Na Rádio Nacional





Na Rádio Nacional





Na Rádio Nacional





com Carlos Mattos





"Feijão Maravilha" (1979)





Adelaide Chiozzo





Adelaide Chiozzo





com Adriana Quadros (2006)





com Emilinha, Faour e Ellen de Lima





Programa Rei Majestade (2006)





Programa Rei Majestade





Programa Rei Majestade





Programa Rei Majestade

Ely de Souza Murce, artisticamente conhecida como Eliana Macedo (ou simplesmente Eliana), nasceu em 21 de setembro de 1926, em Portela (RJ), e morreu em 17 de junho de 1990, no Rio de Janeiro.

A primeira atriz e intérprete chamada de "namoradinha do Brasil" (bem antes de Regina Duarte) era filha de Élio Lourenço de Souza e Élia Macedo de Souza. Adotou o nome artístico de Eliana para homenagear uma grande amiga de infância, que se chamava Ana. Além de seu pai e sua mãe terem nomes similares, sem o tradicional "h" a família foi completada com um irmão mais moço que Eliana, que se chamou Elinho (já falecido).

Sua vocação para a música veio do avô paterno que, desde cedo, incentivou filhos e netos a tocar instrumentos, formando uma banda denominada "XV de Novembro" na qual a menina Ely era crooner.

Sobrinha de Watson Macedo (irmão de sua mãe), diretor que, ao lado de Carlos Manga, foi o responsável pelo período áureo da Atlântida, fez o primeiro filme, "E o mundo de diverte", em 1949, no qual foi dirigida pelo tio, seu descobridor, que a dirigiria durante quase toda a sua carreira no cinema.

Eliana era um das principais estrelas da Atlântida. Fez cerca de 24 filmes, entre os quais E O Mundo se Diverte (1949), Carnaval no Fogo (1949), A Sombra da Outra (1950), Aí vem o Barão (1951), Aviso aos Navegantes (1951), Amei um Bicheiro (1952), Carnaval Atlântida (1952), Malandros em Quarta Dimensão (1954), Nem Sansão, Nem Dalila (1954), A Outra Face do Homem (1954), Sinfonia Carioca (1955), Guerra ao Samba (1955), Vamos com Calma (1956), Depois Eu Conto (1956), Alegria de Viver (1957), Rio Fantasia (1957), O Barbeiro que se Vira (1957), E O Espetáculo Continua (1958), Maria 38 (1959), Titio não é Sopa (1960), Samba em Brasília (1960), Três Colegas de Batina (1961), Um Morto ao Telefone (1964), Assim era a Atlântida (doc. / 1974) ; e na novela "Feijão Maravilha" (1979).

Contracenou com artistas que marcaram a época da chanchada como Anselmo Duarte, Cyll Farney, Trio Irakitan, José Lewgoy, Oscarito, Grande Otelo, entre muitos outros.

Como cantora, gravou e interpretou em seus filmes várias composições, a maioria em dupla com Adelaide Chiozzo, destacando-se os sucessos"Pedalando", de Anselmo Duarte e Bené Nunes, "Bate o Bombo Sinfrônio", "Encosta sua Cabecinha" e "Vem Cá Sabiá".

Depois de consagrada no cinema, passou a fazer parte dos cast da Rádio Nacional se apresentando com seu marido, desde 1950, o radialista Renato Murce, um dos pioneiros do Rádio no Brasil.

Em 1951, interpretou com Adelaide Chiozzo a toada "Beijinho Doce", de Nhô Pai, no filme "Aviso aos navegantes". No mesmo filme, interpretou sozinha "Bate o bumbo Sinfrônio", de Humberto Teixeira. Em 1952, cantou com Grande Otelo no filme Carnaval Atlântida", o samba "No Tabuleiro da Baiana", de Ary Barroso. No mesmo filme, interpretou "Se esta rua fosse minha", do cancioneiro popular.

Em 1953, gravou com Adelaide Chiozzo na Copacabana, a marcha "Queria ser patrona", de Manoel Pinto e Aldari Almeida Airão e o samba "Com pandeiro na mão", de Manoel Pinto, Jorge Gonçalves e D. Airão.

Em 1955, gravou na Continental o fox "Ele...ela... e o outro", de Bruno Marnet e o samba "Procura do samba", de Lírio Panicali e Francisco Anysio.

Em 1978, participou da novela da TV Globo "Feijão Maravilha", na qual contracenava com a antiga colega Adelaide Chiozzo, relembrando alguns sucessos que a dupla cantava em filmes da Atlântida.

Eliana não teve filhos, deixando duas sobrinhas do falecido irmão Elinho: Mia Cristina e Mia Catarina.

Em 2005, o acervo do marido Renato Murce, com cerca de 20 mil itens foi doado pela família ao Instituto Cravo Albin de MPB.



Fontes: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Site Adoro Cinema Brasileiro, Site Mulheres do Cinema Brasileiro, Acervo Rodolfo Bonventti, Acervo Carl Ole.






"E O Mundo se Diverte" (1949)





"Amei um Bicheiro" (1952)





"Carnaval Atlântida" (1952)





"Nem Sansão, Nem Dalila" (1954)





"Nem Sansão, Nem Dalila" (1954)





"A Outra Face de Um Homem" (1954)





"Depois Eu Conto" (1956)





"Alegria de Viver" (1957)





"Maria 38" (1959)





"Maria 38" (1959)





"Titio não é Sopa" (1960)





"Feijão Maravilha" (1979)





"Feijão Maravilha" (1979)





Eliana Macedo


As Cantrizes




Álbuns


Photo Album

Aurora Miranda

Feb 8, '07 8:57 AM
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Carmen e Aurora Miranda





"Alô Alô Brasil"





"Alô, Alô Carnaval" - 1936





"Alô, Alô Carnaval" - 1936





"Você já foi à Bahia?"





"Você já foi à Bahia?"





"Você já foi à Bahia?"





"Você já foi à Bahia?"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"





"Dias Melhores Virão"







Carmen Miranda

Dec 29, '06 3:22 PM
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Filmografia:

No Brasil:

1925 - "A Esposa do Solteiro" (A Mulher da Meia-Noite)
Produção: Paulo Benedetti
Direção e argumento: Carlo Campogalliani
Nesse filme, Carmen, aos 16 anos, aparece como extra. Ao que se sabe, nenhuma cópia do filme foi preservada.

1932 - "O Carnaval Cantado no Rio" - Cinédia
Direção: Ademar Gonzaga e Humberto Mauro
Argumento: Joracy Camargo
Semi-documentário que traz cenas reais de Carnaval e de estúdio com Carmen, em sua primeira aparição no cinema como artista famosa. Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada.

1933 - "A Voz do Carnaval" - Cinédia
Direção: Ademar Gonzaga e Humberto Mauro
Argumento: Joracy Camargo
Semi-documentário com cenas reais de carnaval e de estúdio. Carmen canta "Moleque Indigesto" e "Good-Bye" ao microfone da Rádio Mayrink Veiga. Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada.

1935 - "Estudantes" - Waldow/Cinédia
Direção: Wallace Downey
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga
Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Carmen Miranda, em seu único papel em filmes brasileiros, "é a pequena do rádio, toda "sex-appeal" Mimi, que se deixa enamorar pelos estudantes apaixonados Mesquitinha e Barbosa Júnior.
Carmen canta "E Bateu-se a Chapa" e "Sonho de Papel". Ao que se sabe, nenhuma cópia do filme foi preservada.

1935 - "Alô, Alô Brasil!" - Waldow/Cinédia
Direção: Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga
Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Carmen Miranda cantou "Primavera no Rio", último número do filme. Ao que se sabe, nenhuma cópia do filme foi preservada.

1936 - "Alô, Alô Carnaval" - Waldow/Cinédia
Direção: Adhemar Gonzaga
Produtores: Wallace Downey e Adhemar Gonzaga
Argumento: João de Barro e Alberto Ribeiro
Carmen Miranda canta "Querido Adão" e "Cantores de Rádio", com a irmã Aurora.
"Alô Alô Carnaval" reestréia em 2002 em grande estilo no Rio em cópia restaurada. A cópia restaurada que pertence à Cinédia está disponível apenas para exibição particular.

1939 - "Banana da Terra" - Sonofilmes
Direção: João de Barro
Supervisão e Produção: Wallace Downey
Argumento: João de Barro e Mário Lago
Carmen Miranda canta "Pirolito" com Almirante e "O Que É Que A Baiana Tem".
Ao que se sabe, nenhuma cópia foi preservada. Apenas o número em que Carmen canta "O que é que a baiana tem?" sobreviveu.



Fontes:

Site Carmen Miranda - A Pequena Notável :

http://carmen.miranda.nom.br

Site Carmen Miranda:

http://www.carmenmiranda.net/portuguese

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"A Esposa do Solteiro" (1925)





Carmen Miranda





Carmen na Cinedia





"A Voz do Carnaval" (1933)





"Estudantes" (1935)





"Alô Alô Brasil" (1935)





Cartaz de "Alô Alô Brasil"





"Alô, Alô Carnaval" (1936)





"Alô, Alô Carnaval" (1936)





"Alô, Alô Carnaval" (1936)





"Alô, Alô Carnaval" (1936)





"Alô, Alô Carnaval" (1936)





Cartaz de "Banana da Terra"





"Banana da Terra" (1939)





"Banana da Terra" (1939)





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda





Carmen Miranda - 1945





Carmen Miranda

Marlene

Aug 29, '07 4:59 PM
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Vitória Bonaiutti de Martino nasceu em 22 de novembro de 1924, em São Paulo, SP.

Estreou como cantora aos 13 anos de idade apresentando-se no programa "Hora do estudante", na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Em 1940, estreou profissionalmente na Rádio Tupi. Nessa ocasião, adotou o nome artístico de Marlene em homenagem a atriz alemã Marlene Dietrich. Nesse mesmo ano, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a atuar no Cassino da Urca e na Rádio Globo. Atuou em seguida na Rádio Mayrink Veiga e no Cassino Icaraí em Niterói. Atuou também como crooner do Golden Room do Hotel Copacabana Palace, onde passaria em longa temporada e de onde chegou a estrela principal.

Em 1944, atuou no filme "Corações sem piloto", de Luís de Barros. No ano seguinte, participou de "Pif-paf", filme de Ademar Gonzaga e Luís de Barros.

Em 1946, estreou em disco pela gravadora Odeon cantando com acompanhamento do conjunto Brazilian Serenaders o samba-choro "Swing no Morro" e o samba "Ginga, Ginga, Moreno". Nesse ano, atuou no filme "Caídos do Céu", de Luís de Barros.

Em 1947, fez apresentações na boate Casablanca, acompanhada por Bené Nunes ao piano, Abel Ferreira na clarineta, Vidal no contrabaixo e Meneses na guitarra, além de outros músicos. Sua carreira tomou impulso no ano seguinte, quando foi contratada pela Rádio Nacional onde se tornaria uma das perincipais estrelas da música popular brasileira. Na Nacional, sua estréia deu-se no "Programa César de Alencar", quando recebeu o slogan "Ela que canta e samba diferente". Nesse ano, foi contratada pela gravadora Continental.

Em 1950, atuou na revista "Deixa que eu Chuto", no Teatro João Caetano, RJ. Atuou intensamente no teatro musicado, excursionando pelo exterior e por todo o Brasil em inúmeros espetáculos. Participou também do filme "Tudo Azul", ao lado do marido Luiz Delfino, produzido por Rubens Berardo e dirigido por Moacyr Fenelon. Em 1951, atuou na revista "Bonde do Catete", no Teatro João Caetano.

Em 1952, obteve grande repercussão, e talvez seu maior sucesso, com o samba "Lata d'água", de Luiz Antônio e Jota Junior, gravado com acompanhamento de Radamés Gnattali e sua orquestra. Ainda em 1952, estreou no Teatro de Comédia com a peça "Depois do casamento" com a Companhia Marlene x Luiz Delfino no Teatro Regina, com Wanda Lacerda e Maurício Sherman, direção de Mário Brazini e cenários de Fernando Pamplona. Atuou também na peça "Angelina e o dentista" no Teatro Rival.

Em 1953, atuou na peça "Maya", no Teatro Rival, com Luiz Delfino e Roberto Duval. Em 1955, atuou na revista "Me leva que eu vou", no Teatro João Caetano.

Em 1957, voltou a atuar no Teatro João Caetano, na revista "Aperta o Cinto".

Em 1968, estrelou o musical de P. A . Grisolli e Sidney Miller intitulado "Carnavália", ao lado da cronista Eneida e dos cantores Nuno Roland e Blecaute que ficou quase um ano em cartaz no Rio de Janeiro.

Em 1970, atuou na peça "Alice no país divino maravilhoso", no Teatro Casa Grande, com Ary Fontoura, Milton Gonçalves e Hildegard Angel, com direção de Sidney Miller e Paulo Afonso Grisolli.

Em 1972, iniciou a temporada da peça "Botequim", de Gianfrancesco Guarnieri, que permaneceu por dois anos no Teatro Princesa Isabel e depois no Teatro João Caetano, além de percorrer várias capitais brasileiras. Faziam parte do elenco lvan Cândido, Osvaldo Louzada, André Valli e lsolda Cresta, com direção de Guarnieri.

Em 1974, estreou a peça "A dama de copas e o rei de Cuba" no Teatro Santa Rosa, com Emiliano Queiroz e Wanda Lacerda. Nesse ano, estrelou o show "Te pego pela palavra" na Boate Number One e no Teatro Senac. Atuou ainda na remontagem do show "Carnavália", no Teatro Opinião, com Albino Pinheiro, Nuno Roland e Paulo Marquez.

Em 1976, participou do Projeto Seis e Meia atuando ao lado de Gonzaguinha no Teatro João Caetano e participou da peça "O quarteto", no Teatro lpanema, trabalhano ao lado de Ziembinsky, Roberto Pirilo e Louise Cardoso, com direção de Ziembinsky.

Em 1979 e 1980, participou da "Ópera do malandro", de Chico Buarque no Teatro São Pedro, SP, que contou com as participações de Abraão Farc, Tânia Alves e grande elenco. Essa peça viajou durante dois anos por todo o Brasil. No disco da peça lançado pela Philipos cantou com sucesso a música "Viver de amor", de Chico Buarque e Francsi Hime.

Em 1982, trabalhou na peça "A mente capta", apresentada no Teatro da Praia, RJ, com Anselmo Vasconcelos, Cininha de Paula, Louise Cardoso, Berty Erthal, Claudia Gimenez, Cristina Ferreira e Diogo Vilela, com direção de Wolf Maia.

Em 1991, fez a peça "Um céu de asfalto" no Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil, RJ, com excursão por várias capitais do Nordeste, com direção de Luiz Fernando Lôbo.



Fontes: Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Blog Marlene Teu Nome é Vitória, Site Carl Ole, Acervo Leo Ladeira, Acervo Robson Terra.






Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





com Ivon Curi





na capa da Radiolandia





com Bibi e Emilinha





filme "Tudo Azul"





filme "Tudo Azul"





filme "Tudo Azul"





filme "Tudo Azul"





filme "Tudo Azul"





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene





Marlene na TV Rio





"A Volta do Filho Pródigo"





VII Festival Int. da Canção (72)





"Ópera do Malandro" (1978)





"Ópera do Malandro" (1978)





Marlene - 1981





Show





"Profissão Mulher" (1982)





"Profissão Mulher" (1982)





"Profissão Mulher" (1982)





"Profissão Mulher" (1982)





"Profissão Mulher" (1982)





"Profissão Mulher" (1982)





Folder Show "Marleníssima"





Marlene





com Emilinha (1997)





Marlene - 1999





Marlene - 2004